Olá, pessoal! Sou Flávia Victtor dos Anjos, e hoje vou compartilhar com vocês um pouco da minha experiência recente como entrevistada em um papo sobre cibersegurança — um tema que, como vocês vão ver, está longe de ser só “coisa de filme de espionagem”.
Quando o Banco Central vira alvo (e por que isso é assustador)
Recentemente, o Banco Central sofreu um ataque hacker que pode ter desviado até R$ 1 bilhão. Sim, você leu certo: um bilhão. O alvo? Uma empresa que auxilia nas transferências de dados entre bancos. A boa notícia (se é que existe uma) é que, por enquanto, o consumidor final não foi afetado. Mas o volume de transações em Bitcoin chamou atenção — e olha que já vi coisa parecida antes.
O que isso nos ensina? Que os criminosos estão de olho em qualquer brecha, e muitas vezes, elas estão onde menos esperamos.
Criptomoedas: o paraíso (quase) anônimo dos criminosos
Uma das perguntas que mais recebo é: “Mas dá para rastrear criptomoedas?” A resposta é: sim, mas não é simples. O blockchain valida as transações, mas rastrear uma carteira suspeita exige ferramentas avançadas — e muita paciência. Empresas e bancos até investem em seguros e softwares investigativos, mas ainda assim, o caminho do dinheiro ilegal pode ser bem sinuoso.
E aqui vai um spoiler: a computação quântica pode mudar esse jogo, mas até lá, o rastreamento ainda é um desafio caro e complexo.
E sim, estamos em uma guerra digital. Só que, ao contrário dos filmes, muitas vezes o inimigo não está na deep web, mas sim no seu e-mail ou no seu WhatsApp.
Engenharia Social: o golpe está na conversa
Aqui vai um segredo: o elo mais fraco da segurança quase sempre é o ser humano. Phishing, deep fakes, ligações que gravam sua voz para fraudes… Os criminosos adoram um bom papo convincente. Inclusive, já vi casos em que o criminoso foi pego não pela técnica, mas pela ostentação (sim, gente, até hacker comete gafe).
E se você acha que só adultos caem nisso, pense de novo: nossas startups trabalham com educação digital em escolas, usando jogos lúdicos para ensinar crianças e adolescentes a se protegerem. Porque, convenhamos, ninguém nasce sabendo que “oferta imperdível” pode ser golpe.
Deep fakes, biometria roubada e o futuro dos golpes
Se tem uma coisa que me preocupa, é a evolução dos golpes. Já viu aqueles vídeos ultra-realistas de celebridades falando coisas que nunca disseram? Pois é, deep fakes estão aí, e podem ser usados para manipulação em larga escala. E não para por aí: dados biométricos (digitais, reconhecimento facial) estão sendo copiados e vendidos.
Ou seja: se antes bastava não clicar em links suspeitos, agora precisamos ficar atentos até na nossa própria voz.
Conclusão: a cibersegurança é um desafio coletivo
Não importa se você é um usuário comum, um empresário ou um gestor público — a segurança digital é um problema de todos. O ataque ao Banco Central e o uso de criptomoedas em crimes mostram que ninguém está imune. Mas a solução não está só em firewalls ou senhas fortes: está na consciência e na ação conjunta.
Precisamos:
- Educar — desde crianças até adultos — sobre os riscos online.
- Fortalecer políticas públicas e leis, como a LGPD, para responsabilizar criminosos.
- Investir em inovação, como startups de cibersegurança, para criar defesas mais inteligentes.
No fim das contas, um mundo digital seguro depende de cada um de nós. Vamos ficar atentos?

