O Visto D7 é um dos mais procurados por cidadãos brasileiros, sul-africanos, americanos e de muitos outros países que pretendem viver em Portugal sem trabalhar localmente. Aposentados, investidores com rendimentos passivos e rentistas encontram nesse visto a via mais adequada.
O que é o Visto D7
O D7 é o visto de residência para quem dispõe de rendimentos próprios suficientes para viver em Portugal sem necessidade de emprego local. Não é necessário investir qualquer valor específico nem apresentar plano de negócios — basta demonstrar que os rendimentos cobrem as despesas de vida do grupo familiar.
Fontes de rendimento aceitas
São aceitas diversas fontes de rendimento regular e comprovável:
- Aposentadoria — incluindo aposentadorias estrangeiras pagas por sistemas de previdência social ou fundos de pensão;
- Aluguéis de imóveis — rendimentos de locação de propriedades em Portugal ou no exterior;
- Dividendos e juros — rendimentos de carteiras de investimento, depósitos ou fundos;
- Royalties — rendimentos de propriedade intelectual;
- Outros rendimentos passivos estáveis — qualquer fonte regular e documentável.
O elemento fundamental é a regularidade e comprovabilidade dos rendimentos.
Quanto é necessário
A referência utilizada pelos consulados é o salário mínimo nacional português, multiplicado pelo número de membros do grupo familiar:
- Titular: 100% do salário mínimo mensal;
- Cônjuge: +50%;
- Cada filho: +30%.
Esses valores são orientativos — devem ser confirmados com os valores em vigor no momento da candidatura.
Documentação necessária
O processo exige, em geral:
- Passaporte válido;
- Comprovação de rendimentos (declarações fiscais, extratos bancários dos últimos 3 a 6 meses, comprovante de aposentadoria);
- Contrato de aluguel ou escritura de imóvel em Portugal;
- Seguro de saúde válido em Portugal;
- Certidão de antecedentes criminais do país de residência e de outros países onde tenha morado;
- Declaração de meios financeiros e NIF (número de identificação fiscal em Portugal).
D7 vs. Nômade Digital
Uma confusão comum ocorre entre o D7 e o visto de nômade digital. A distinção é clara:
- D7 — rendimentos passivos (aposentadoria, aluguéis, dividendos). A pessoa não trabalha ativamente;
- Nômade digital — trabalho remoto ativo para clientes estrangeiros.
Usar o D7 sendo trabalhador remoto ativo pode gerar problemas na renovação do título de residência.
Após a chegada a Portugal
Com o visto D7, o titular entra em Portugal e tem um prazo (geralmente 120 dias) para requerer o título de residência junto à AIMA. É nesse momento que são verificados em detalhe todos os requisitos e que é emitido o cartão de residente.
Benefícios fiscais
Portugal oferece regimes fiscais potencialmente vantajosos para novos residentes. A situação fiscal concreta depende de vários fatores, incluindo o país de origem, o tipo de rendimentos e os acordos de dupla tributação em vigor — matéria que merece acompanhamento jurídico-fiscal especializado.
Esta publicação tem caráter informativo geral. Para análise do caso concreto, recomendamos consulta jurídica especializada.

